Como regularizar seu imóvel para conseguir vender financiado
Regularizações
Se você tem um imóvel parado há meses, ou anos, no mercado, a pergunta que precisa ser feita não é “por que ninguém compra?”, mas sim “meu imóvel pode ser financiado?”.
Em Florianópolis (e no Brasil inteiro), a maioria das vendas imobiliárias depende de financiamento bancário. E aqui está o ponto-chave: banco não financia imóvel irregular. Não é birra. É regra.
Neste artigo, vamos explicar de forma clara e prática:
- Por que imóveis irregulares não passam pelo banco;
- Quais são as irregularidades mais comuns;
- Como funciona, na prática, a regularização;
- O caminho para destravar a venda financiada.
Este conteúdo é baseado na experiência real da equipe da Tellus Urbanismo, que atua diariamente com regularização, legalização e viabilização de imóveis em Florianópolis.
Por que o banco reprova um imóvel?
Quando um comprador busca financiamento, o banco analisa duas coisas:
- O comprador (renda, crédito, histórico);
- O imóvel (documentação, legalidade e segurança).
O imóvel é a garantia do banco. Se algo der errado, é ele que ficará com o bem. Por isso, o banco exige segurança jurídica total.
Na prática, isso significa que o banco vai verificar se:
- Existe matrícula individualizada no Registro de Imóveis;
- A matrícula está no nome do real proprietário;
- Tudo o que está construído no terreno está aprovado e averbado;
- O uso do imóvel (residencial ou comercial) está correto;
- O imóvel tem habite-se e atende às exigências legais.
Se a documentação não bate com a realidade, o financiamento é negado. Simples assim.

As irregularidades mais comuns que travam a venda
Aqui estão situações que aparecem todos os dias no escritório da Tellus:
1. Imóvel sem matrícula
Contrato de compra e venda não é propriedade.
Sem a escritura de propriedade com nº de matrícula, do Registro de Imóveis, você não é reconhecido legalmente como dono, e o banco não financia.
2. Construção não regularizada
Você até tem matrícula, mas:
- Construiu sem projeto aprovado;
- Tem ampliação que não consta no projeto;
- Fez área gourmet, edícula, quiosque ou mais um pavimento sem legalização;
- O habite-se é antigo e não reflete a realidade atual.
Se o que está no papel não é o que existe no terreno, o banco reprova.
3. Diferença de metragem
Na matrícula consta 400m², mas na realidade são 500m².
Ou o contrário.
Essa diferença precisa ser corrigida por meio de retificação de matrícula. Documento que não bate com a realidade não passa na vistoria do banco.
4. Uso do imóvel irregular
Era residencial e virou comercial.
Ou o imóvel funciona como comércio sem que isso esteja formalmente aprovado.
Nesse caso, além da prefeitura, entram exigências da vigilância sanitária, bombeiros, acessibilidade.
5. Apartamentos sem individualização
Muito comum em Florianópolis:
- Prédios antigos;
- Compra apenas com contrato;
- Um único registro para todo o prédio.
Sem individualização das unidades, não existe financiamento possível.

O que é necessário para vender um imóvel financiado?
De forma objetiva, o imóvel precisa ter:
- Matrícula individualizada;
- Matrícula no nome do proprietário;
- Projeto aprovado e construção licenciada na prefeitura;
- Habite-se emitido;
- Averbação da construção na matrícula;
- Uso correto (residencial ou comercial);
- Conformidade com vigilância sanitária e bombeiros, quando aplicável.
É isso que o banco verifica. Sem exceções.
Como funciona a regularização na prática?
Cada imóvel exige um diagnóstico específico, mas o caminho costuma seguir estas etapas:
1. Diagnóstico técnico e documental
Análise completa da documentação existente e da situação real do imóvel.
Aqui se define qual é o problema e qual o melhor caminho legal.
2. Regularização do terreno (se necessário)
Quando não existe matrícula ou ela está irregular, aplica-se:
- Regularização fundiária (REURB);
- Programas como o Floripa Regular;
- Ou outros instrumentos legais, conforme o caso.
O objetivo é chegar à matrícula individualizada.
3. Legalização da edificação
Inclui:
- Levantamento arquitetônico;
- Projeto legal;
- Projeto hidrossanitário;
- Aprovação na prefeitura;
- Tramitação na vigilância sanitária;
- Emissão do habite-se.
Esse processo garante segurança, legalidade e valorização.
4. Averbação no Registro de Imóveis
Depois de aprovado, tudo é averbado na matrícula.
A partir desse momento, o imóvel está apto para financiamento.
5. Caso dos apartamentos
Em edificações multifamiliares, o processo envolve:
- Regularização do terreno;
- Legalização do prédio inteiro;
- Aprovação nos bombeiros;
- Individualização das unidades;
- Matrícula própria para cada apartamento e vaga de garagem.
Só depois disso cada unidade pode ser vendida financiada.
Quanto tempo leva?
Aqui é preciso ser honesto:
Regularização não é instantânea.
Na média, os processos levam em torno de 1 ano, pode até demorar mais que isso, dependendo da complexidade e da documentação existente.
A boa notícia é que os processos na prefeitura de Florianópolis estão organizados e mais ágeis, mas o tempo dos órgãos públicos existe e precisa ser respeitado.
Por isso, o melhor conselho é simples:
Não espere precisar vender para regularizar. Não espere virar urgência.
Os benefícios vão muito além da venda
Regularizar um imóvel traz:
- Acesso ao financiamento bancário;
- Maior liquidez;
- Venda mais rápida;
- Valorização real do imóvel;
- Possibilidade de doação e herança;
- Facilidade em inventários;
- Proteção patrimonial;
- Possibilidade de usar o imóvel como garantia;
- Tranquilidade jurídica.
Regularização não é custo.
É estratégia patrimonial.
Precisa de ajuda?
Cada imóvel tem uma história, e uma solução diferente.
A equipe da Tellus Urbanismo atua desde o diagnóstico até a regularização completa, com foco em segurança jurídica, valorização e viabilidade de venda.
Se você tem um imóvel irregular e quer entender qual é o caminho, fale com a Tellus e faça uma avaliação técnica.
Organizar hoje é vender melhor amanhã.